Confira a resenha de Ano um, primeiro livro da trilogia Crônicas da Escolhida. Publicado originalmente Year One em 2017.
Por Diego Salomão
Quando um profissional consagrado anuncia uma mudança em sua carreira, é inevitável que esse fato gere uma grande expectativa no público e não haveria de ser diferente quando uma das grandes romancistas dos últimos anos anuncia que migrará para o universo das distopias. A priori, Ano Um, primeira distopia feita por Nora Roberts começa com qualquer romance clichê da literatura da língua inglesa: uma família reunida em uma fazenda para comemorar Natal, Reveillón ou Ação de Graças – normalmente, é o último. Logo, porém, já nas primeiras páginas, desabam sobre o leitor os primeiros acontecimentos de uma pandemia quer iria dizimar a população mundial e, estranhamente, gerar “poderes” especiais” em alguns dos sobreviventes.
De maneira simples e direta, podemos dizer que Nora, no mínimo, fez sua lição de casa muito bem. As décadas de prática lhe deram fluidez, timing, vocabulário, precisão narrativa e claro domínio sobre a direção pra onde sua história caminha. Ela sabe o quer e sabe como chegar lá. É claro que muitos podem se perguntar se uma mudança tão brusca de gênero não poderia ter revelado um lado não tão competente da escritora, que seria algo natural; afinal, nem todo bom ator de comédia é um bom ator dramático, não é mesmo?
Pois a agradável surpresa é descobrir que Nora Roberts gosta de distopias de maneiras mais do que teóricas. Leu muitas, absorveu conhecimento, botou no papel e assim nos brindou com mais uma faceta de seu talento.
Ano Um é um livro ousado de uma escritora consagrada por um estilo totalmente diferente, que vem para surpreender e, claro, para nos fazer botar ares sobrenaturais e de magia sobre o caos em que estamos vivendo na vida real.
Capa, ficha técnica, sinopse

Ano um
Year One
Nora Roberts
Sinopse
Quando este mundo acaba, um novo começa.
Tudo começa na noite de Ano-Novo. A doença se alastra rapidamente. Em questão de semanas, a rede elétrica para de funcionar, as leis e o sistema de governo entram em colapso e mais da metade da população mundial é dizimada.
Onde existia ordem, agora só há caos. E conforme o poder da ciência e da tecnologia diminuíam, a magia crescia e tomava o seu lugar. Uma parte dessa magia é boa, como a feitiçaria praticada por Lana Bingham no apartamento que divide com o amante, Max. Outra parte dela, no entanto, é inimaginavelmente maligna, e pode se esconder em qualquer canto, numa esquina, nos fétidos túneis sob o rio ou dentro daqueles que você mais ama e conhece…
Espalham-se rumores de que nem os imunes nem os dotados estão a salvo das autoridades que patrulham as ruas devastadas, então Lana e Max resolvem deixar Nova York. Outros viajantes também seguem esperançosos para o oeste: Chuck, um gênio da tecnologia que mantém o bom humor em um mundo off-line; Arlys, uma jornalista que insiste em buscar e registrar a verdade; Fredinha, uma jovem com um otimismo que parece fora do lugar nessa paisagem desoladora; Rachel e Jonah, médica e paramédico, determinados a proteger uma jovem mãe e seus três bebês recém-nascidos.
Em um mundo em que cada estranho no caminho pode representar a morte ou a salvação, nenhum deles sabe o que encontrarão. Porém, um novo horizonte os aguarda, a concretização de uma profecia ancestral que transformará a vida de todos os sobreviventes.
O fim chegou. O início é o que vem agora.
Capa original
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